SINOPSE
Na Natureza nada é inteiramente claro. BRUTA constrói-se na observação de uma dualidade aceite como absoluta. Esta presença, que é transtornada pela divisão antiga do ser não-essencial perante o ser essencial, é simultaneamente fonte e referência para actuar. Se há contemplação, há evidência. Provocatória e sensualmente misteriosa, a linguagem jamais passiva de BRUTA captura um espaço mitológico associado à noção de feminilidade. A espécie ocupa-a e consome-a. Ao alcance superior da metamorfose, os elementos simbólicos da flora e da fauna selvagens colaboram no seu íntimo para relativizar a identidade humana e fazê-la regressar à escala animal.
A artista apresenta-se ao público na clareza do seu perfil reflexivo. Ao exprimir-se, imprime na sua obra as questões que a motivam a produzi-la; de certa maneira, imprime-se a si própria.Teresa Melo
ESTÚDIO
EXPOSIÇÃO BRUTA